quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está no ensino médio

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil


Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio, etapa de ensino adequada para esta faixa etária, e apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior em 2007. Esses são alguns destaques da pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, lançado hoje (19) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
O estudo aponta que houve avanços no acesso de jovens à educação. Em 2007, 82% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam a escola. O problema está no atraso para concluir os estudos: apenas 48% estava no ensino médio.
Para o diretor de estudos e políticas sociais do instituto, Jorge Abrahão, a educação é vista pelos jovens como uma força positiva. “Os jovens entendem a educação como um caminho para melhorar a vida. Mas o jovem enfrenta no processo de escolarização problemas de desigualdades de oportunidades”, aponta.
A cor, o nível de renda e o local onde mora o jovem interfere nas oportunidades de acesso. Em 2007, 57% dos brasileiros de 15 a 17 anos que residiam em áreas metropolitanas frequentavam o ensino médio, contra pouco menos de 31% no meio rural.
Abrahão destaca que o jovem ainda se divide entre os estudos e o mercado de trabalho e aqueles que conseguem frequentar a escola precisam lidar ainda com o problema da baixa qualidade do ensino. “A escola ainda está fundamentada em uma estrutura antiquada, o que torna para o jovem pouco atraente aquele período em que ele se mantém na escola”, diz.
No ensino superior, entre 1996 e 2007, a taxa de frequência líquida cresceu 123%. Mas o percentual de jovens na faixa etária dos 18 aos 24 anos que têm acesso à etapa ainda é apenas de 13% - muito abaixo da meta de 30% estipulada para 2011 no Plano Nacional de Educação (PNE). A renda é fator determinante para o acesso do brasileiro à universidade: a taxa de frequência daqueles que têm renda mensal per capita de cinco salários mínimos ou mais (55%) é dez vezes maior do que entre a população que ganha até meio salário mínimo (5%).
O estudo do Ipea destaca que o Brasil ainda tem 1,5 milhão de jovens analfabetos (15 a 29 anos). Segundo a pesquisa, “a manutenção do número de analfabetos no país em patamar elevado está relacionada à baixa efetividade do ensino fundamental”. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) de 2007, 44,8% das pessoas analfabetas com 15 anos ou mais já haviam frequentado a escola.
Disponível em:
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/01/19/materia.2010-01-19.3581224438/view

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Conselho disponibiliza o calendário de pagamento do Estado (abaixo) para 2010:

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Computador e internet ainda são subutilizados nas escolas

Pesquisa realizada em 400 escolas públicas em 13 capitais brasileiras mostra que o tradicional problema de falta de infraestrutura está sendo superado pela falta de preparo para lidar com as novas tecnologias. As escolas possuem computadores, mas falta treinamento para melhorar o uso das máquinas. Entre as instituições de ensino, 98% tem computador e 83% acesso a internet com conexão banda larga. Mas em poucas escolas os equipamentos são utilizados de forma eficiente na melhoria da aprendizagem.
“A formação inicial não prepara os professores para isso. Você precisaria combinar a disponibilidade dos recursos com a melhor formação para que a tecnologia fique a serviço da aprendizagem dos conteúdos escolares”, explica Ângela Danneman, diretora executiva da Fundação Victor Civita, responsável pela pesquisa.
Entre os professores entrevistados, 74% diz que foi pouco ou nada preparado para utilizar o computador como ferramenta pedagógica durante a sua formação. E mais da metade não participou de nenhum tipo de curso de atualização em tecnologias no último ano.
Nas escolas, os computadores se concentram em áreas administrativas ou no laboratório de informática. Em apenas 4% delas há máquinas nas salas de aula. Mesmo que a pesquisa indique que mais de 90% das escolas estão equipadas com computadores, Ângela aponta que não é possível dizer que o problema da infraestrutura foi superado.
“Seria simplista dizer que o problema não está na infraestrutura. A média de alunos das escolas nas capitais brasileiras é de 1 mil. E a minoria delas têm mais do que 30 computadores, então ainda temos a necessidade de ampliar a infraestrutura”, aponta. Apenas 15% das escolas têm mais de 30 máquinas, 28% entre 21 e 30, 29% entre 11 e 20 e 28% têm de um a dez.
A especialista destaca que é importante que os professores dominem não só o uso de ferramentas, mas saibam como utilizá-las na transmissão de conteúdos de forma a motivar o aprendizado. “Os jovens estão muito avançados no uso da internet, eles se comunicam em redes sociais, usam blogs, a escola precisa acompanhar isso. Mas precisa acompanhar fazendo o que é papel da escola, ou seja, na aprendizagem dos conteúdos”, defende.

Disponível em: http://www.elo.com.br/pagina.php?dst=novidades&id=202890

Conselho aprova as últimas resoluções do ano

Em suas duas últimas reuniões de 2009, realizadas nos dias 17/12 e 22/12, o Conselho de Professores do Centro de Ensino Newton Bello fez um balanço do ano letivo de 2009 e aprovou algumas resoluções visando o aperfeiçoamento do trabalho docente em 2010.
As principais resoluções reforçam propostas anteriormente aprovadas, como o melhor controle de matrículas e a diminuição do número de alunos por turmas, evitando o “inchaço” ora existente, com uma média de cinquenta alunos por turma, no turno vespertino.
Foi aprovada também para 2010 a discussão e a implementação do regimento escolar das escolas públicas maranhenses, o aperfeiçoamento do planejamento unitário, do calendário escolar e das atividades pedagógicas.
O conselho também aprovou a instalação de internet e impressora na sala dos professores e a melhor organização das atividades do laboratório de informática.
Por último, o conselho manifestou o seu repúdio em relação à informação caluniosa divulgada pelos vereadores aliados do prefeito de Pio XII, Raimundo Rodrigues Batalha, em que afirmam que a professora Annes teria jogado pedras em carros durante o protesto dos professores contra os referidos vereadores. O conselho une-se a várias outras entidades sindicais e populares em solidariedade à professora Annes.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Professor Gilcênio cria webquest sobre blogs

Atenção, queridos estudantes do Newton Bello, estudantes do Cema, estudantes do mundo todo que acessam a internet: o professor Gilcênio Vieira Souza, presidente do Conselho de Professores do Centro de Ensino Newton Bello, criou um webquest chamando "Descobrindo o blog", que está disponível nos endereços:http://www.webquestbrasil.org/criador/webquest/soporte_tablon_w.php?id_actividad=15301&id_pagina=1 e http://www.axess.im/gilceniowebquest.criandoumblog.
Acessem e descubram um pouco da magia do blog.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O Conselho de Professores do Centro de Ensino Newton Bello convoca os seus membros para a reunião final do ano letivo de 2009, que acontecerá nesta quinta, 17/12, a partir das 9 horas, no Centro de Ensino Newton Bello, com a seguinte proposta de pauta:
 Avaliação do trabalho docente 2009;
 Organização do trabalho docente 2010.

Atenciosamente,

Gilcênio Vieira Souza
Presidente do Conselho de Professores do Centro de Ensino Newton Bello


Pio XII (MA), 15 de dezembro de 2009.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Analfabetismo - Pesquisa revela que mais de 10% da população brasileira não sabe ler

O alto índice de analfabetismo é um dado que revela o estado de calamidade na educação pública brasileira

Dados divulgados recentemente pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) mostraram que pouco mais de 10% da população brasileira é analfabeta. O que equivale dizer que um total de 14, 2 milhões de pessoas com mais de 15 anos não sabem ler sequer um simples recado ou bilhete.
Dados da pesquisa mostram que não há qualquer progresso significativo no combate ao analfabetismo. Os índices das regiões Sul e Sudeste se mantêm praticamente sem alteração nos últimos anos. Na região Nordeste, onde o índice é o mais alto do País, a pesquisa revelou que 19,4% da população com mais de 15 anos não sabe ler.
Todos esses dados mostram que apesar da propaganda que o governo Lula faz do combate ao analfabetismo não há um investimento necessário.
Estes dados sobre o analfabetismo são a expressão mais acabada do estado de calamidade em que se encontra a educação pública no Brasil. Para atender aos interesses dos banqueiros e dos capitalistas o governo utiliza o orçamento para garantir os lucros destes setores.
Desta forma as necessidades mais sentidas pela população brasileira como a saúde e a educação brasileira não são minimamente atendidas. É preciso lutar para que o dinheiro do orçamento público, dinheiro arrecadado à partir do trabalho da classe trabalhadora e do povo, seja realmente revertido para benefício público.
Somente desta forma é possível reverter esta a atual situação da educação no Brasil, onde a política de destruição do ensino público condenou uma parcela expressiva da população nacional ao analfabetismo.
Publicado no site do Partido da Causa Operária.
Disponível em: http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=17146